Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10437/560
Título: A ponte quebrada: sobre o papel da linguagem como forma de conhecimento e comunicação em romances pós-modernos
Autores: Banús, Enrique
Barbancho, Iñigo
Dobrescu, Consuela
Sousa, Silvia
Palavras-chave: COMUNICAÇÃO
LINGUAGEM
LITERATURA
COMMUNICATION
LANGUAGE
LITERATURE
Data: 2007
Editora: Edições Universitárias Lusófonas
Resumo: Que a linguagem consista num dos modos essenciais para conhecer o homem e o mundo é um dos fundamentos da consciência europeia. Ao mesmo nível encontramos a convicção de que a linguagem fornece uma ponte (talvez a ponte por excelência) para estabelecer comunicação. Nalguns períodos de história literária, deparamo-nos com um certo cepticismo em relação a este simples pressuposto: ao longo do romantismo, por exemplo, diversos autores exprimiram os limites da linguagem. Durante a “grande crise européenne”, o romance A Carta de Lord Chandos revelou, provavelmente, o cepticismo mais profundo quanto à capacidade da linguagem abrir caminho ao conhecimento do mundo e do sujeito. Um crise semelhante manifesta-se em Austerlitz de Wolfgang Sebald, um romance representativo da pósmodernidade. Num determinado momento, o protagonista “perde” a linguagem e, por conseguinte, a segurança de uma identidade pessoal consolidada. De forma menos afirmativa mas igualmente clara, surge ainda um momento similar em Moon Palace de Paul Auster, outro ícone pós-moderno. Uma análise destes dois romances pode ajudar-nos a compreender uma questão de extrema relevância: até que ponto é que a linguagem abre caminho ao auto-conhecimento e à comunicação?
That language is one of the essential human ways for attaining knowledge about oneself and about the world is one of the fundaments of European consciousness. On the same level lies the conviction that language is a bridge (maybe the bridge) for establishing communication. In some periods of literary history, a certain scepticism about this simple presupposition appears: throughout Romanticism, for example, several authors expressed the limits of language. During the “grande crise européenne”, Hugo von Hofmannsthal’s The Lord Chandos Letter probably marks the most profound scepticism regarding language’s ability to know the world – and also to experience the self. A similar crisis appears in Wolfgang Sebald’s Austerlitz, a highly representative novel of post-modernity. The protagonist, at a certain moment, “loses” language – and also the sureness of selfidentity. Not so strongly but surely clearly there appears a similar moment in Paul Auster’s Moon Palace, another icon of post-modernity. An analysis of these two novels can give some insights on an extremely relevant question: how is the capacity of language for (self)knowledge and communication seen?
Descrição: Caleidoscópio : Revista de Comunicação e Cultura
URI: http://hdl.handle.net/10437/560
ISSN: 1645-2585
Aparece nas colecções:Caleidoscópio : Revista de Comunicação e Cultura nº 08 (2007)

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