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Título: A contribuição combinada do suporte social e das estratégias de coping na predição do crescimento pós-traumático: um estudo longitudinal sobre jovens com história de adversidade e trauma
Autores: Pinto, Ricardo José, orient.
Duarte, Jéssica Tatiana Pinho
Palavras-chave: MESTRADO EM PSICOLOGIA CLÍNICA E DA SAÚDE
PSICOLOGIA
PSICOLOGIA CLÍNICA
COPING
SUPORTE SOCIAL
PSYCHOLOGY
CLINICAL PSYCHOLOGY
COPING
SOCIAL SUPPORT
POST-TRAUMATIC GROWTH
CRESCIMENTO PÓS-TRAUMÁTICO
Data: 2018
Resumo: A presente dissertação teve como objetivo avaliar a contribuição do suporte social e das estratégias de coping na predição do crescimento pós-traumático (CPT) em jovens com história de adversidade e trauma. A maior parte dos estudos internacionais, onde são estudadas estas variáveis, tem usado amostras de adultos. Os poucos estudos com jovens usaram amostras da comunidade, expostos, maioritariamente, a traumas não interpessoais (e.g., desastres naturais), e sem história de adversidade na infância. Este estudo é, assim, inovador porque usou uma amostra de jovens em risco em que o critério de inclusão foi a exposição a, pelo menos, um acontecimento traumático (critério A do DSM-5 para PTSD), em que foram avaliados traumas interpessoais e não-interpessoais, adversidade na infância, e a utilização de um plano de investigação longitudinal. Método: O estudo incluiu 151 jovens, avaliados em dois momentos distintos, separados por 6 meses, dos quais 48 (31.8%) eram residentes em casas de acolhimento e 103 (68.2%) estudantes do ensino profissional, com idades compreendidas entre os 13 e os 18 anos (M = 15.99; DP = 1.25). Os instrumentos administrados foram: Questionário Sócio-Demográfico; Lista de Experiências Traumáticas para DSM-V; Child PPST Symptom Scale – V; Inventário de Crescimento Pós-Traumático; Escala de Estratégias de Coping na Adolescência e Escala de Satisfação com o Suporte Social para Crianças e Adolescentes. Resultados: Os jovens foram expostos a múltiplas experiências adversas na infância e em média expostos a cinco traumas. O modelo de regressão hierárquica revelou que a exposição ao trauma, o suporte social e o coping não foram preditores de CPT. Estes resultados parecem sugerir que o modelo conceptual do CPT precisa de ser adaptado a populações de jovens com exposição crónica e severa à adversidade na infância e trauma. Possibilidades para o desenvolvimento de uma teoria de CPT adaptada a esta população são assim discutidas.
The present dissertation aimed to assess the combined contribuition of social support and coping strategies in the prediction of posttraumatic growth (PTG) in adolescents with a history of childhood adversity and trauma. Most of the international studies, where these variables are studied, used adult samples. The few studies with youth population used community samples, mostly exposed to non-interpersonal traumas (e.g., natural disasters), and without history of childhood adversity. This study is, thus, innovative, because it used a sample of high-risk adolescentes, in which the inclusion citeria was the exposure to, at least, one trauamtic event (criterion A of DSM-V for PTSD), and in which interpersonal traumas, non-interpersonal traumas and childhood adversity were assessed, through a longitudinal design. Method: The study included 151 adolescents, assessed at two different times, separated by 6 months, of whom 48 (31.8%) were adolescentes living in residential care and 103 (68.2%) were students of vocacional/professional education, aged between 13 and 18 years (M = 15,99, SD = 1.25). The instruments administered were: Socio-Demographic Questionnaire; List of Traumatic Experiences for DSM-V; Scale of Childhood Symptoms PTSD - V; Post-Traumatic Growth Inventory; Scale of Coping Strategies in Adolescence and the Multidimensional Scale of Satisfaction with Social Support for Children and Adolescents. Results: Adolescents were exposed to multiple adverse childhood experiences and, on average, exposed to five traumas. The hierarchial regression model revealed that exposure to trauma, social support and coping were not predictors of PTG. These results seem to suggest that the PTG conceptual model needs to be adapted to youth populations with chronic and severe exposure to childhood adversity and trauma. Possibilities for the development of a PTG theory adapted to this population are discussed.
Descrição: Orientação: Ricardo José Martins Pinto
URI: http://hdl.handle.net/10437/9347
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Mestrado Em Psicologia Clínica e da Saúde

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