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Título: Problemas de ajustamento psicológico em crianças expostas a violência nas relações íntimas : será que o tipo de residência faz a diferença?
Autores: Lamela, Diogo, orient.
Soares, Carla Orlanda Ferreira
Palavras-chave: MESTRADO EM PSICOLOGIA CLÍNICA E DA SAÚDE
PSICOLOGIA
PSYCHOLOGY
VIOLÊNCIA CONJUGAL
CONJUGAL VIOLENCE
CRIANÇAS
CHILDREN
LARES DE ACOLHIMENTO
FOSTER HOME
VIOLÊNCIA NAS RELAÇÕES DE INTIMIDADE
INTIMATE PARTNER VIOLENCE
Data: 2015
Resumo: A investigação sobre o ajustamento psicológico de crianças expostas a violência nas relações de intimidade (VRI) tem algumas limitações importantes que precisam ser abordadas, tais como a utilização de amostras exclusivamente comunitárias, através de projetos transversais com medidas retrospetivas de auto-relato. Uma limitação importante da literatura é que não são encontrados estudos que analisem o impacto da residência em Casa Abrigo vs. a viver em casa com a mãe e com o companheiro agressivo no desenvolvimento e ajustamento psicológico nas crianças. Tendo em conta tais limitações, o presente estudo teve como objetivo testar diferenças entre crianças que viviam em Casa Abrigo destinadas para vítimas de VRI e crianças que viviam na residência com a mãe e o companheiro agressivo. Neste estudo foi utilizada uma amostra de alto risco, de 155 mães e 155 crianças, com mães e crianças a residir em Casa Abrigo e outras a residir em casa com o companheiro agressivo. De modo a testar tais diferenças, foram recolhidos dados sobre o ajustamento da criança, tais como os níveis de sintomas de internalização (SI) e sintomas de externalização (SE), bem como variáveis do ajustamento materno e da parentalidade, que a investigação prévia indicou serem preditivas do ajustamento psicológico das crianças, nomeadamente a frequência de vitimação, psicopatologia, suporte social, práticas parentais e competência materna. Os principais resultados obtidos revelaram que as mães a viver em Casa Abrigo relatam mais problemas de internalização e externalização nos seus filhos do que mães a viverem com o companheiro. Estes resultados mantiveram-se significativos, mesmo após o controlo estatístico de outras variáveis que poderiam influenciar esta diferença, tais como a vitimação e o suporte social materno. Não foram encontradas diferenças entre os dois grupos ao nível da psicopatologia materna, práticas parentais e competência materna. As implicações dos resultados para a prática clínica são também discutidas.
An investigation about children’s psychological adjustment after being exposed to intimate partner violence (IPV) has some important limitations that need to be addressed, just as the use of samples that are exclusively from communities, through some transverse projects with self-related retrospective measurements. An important limitation of the literature is that there has not been found studies that analyze the impact of living in a shelter home vs. living at home with the mom along with her abusive partner in children’s’ psychological development and adjustment. Considering these limitations, this study had as objective to test differences among children that lived at shelter homes designated to IPV victims and children that live in their homes with the mom and the abusive partner. In this study the sample used was high risk, out of 155 mothers and 155 children, with mothers and children living in a shelter home and others living at home with their abusive partner. To test these differences, there was data collection about the child’s adjustment, such as the levels of internalization symptoms (SI) and externalization symptoms (SE), as well as variances of adjustment with the mother and parenting, been that the previous investigation indicated these as been predictors of children psychological adjustment, along with the frequency of the abuse, psychopathology, social support, parental practices and mother competence. Important results developed revealed that the mothers living at the shelter home show more problems of internalization and externalization on their children than mothers living with their partner. These results were significant, even after the statistic control of other variables that could have influence this difference, such as victimization and the mother’s social support. There were no differences found between the two groups related to the mother psychopathology, parental practices and competences from the mother. Results implications to a clinical practice are discussed as well.
Descrição: Orientação: Diogo Lamela ; co-orientação: Ricardo Pinto
URI: http://hdl.handle.net/10437/6928
Aparece nas colecções:BIBLIOTECA - Dissertações de Mestrado
Mestrado Em Psicologia Clínica e da Saúde

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