Comparação de protocolos sincronizativos curtos e longos em raças autóctones de ovinos e caprinos

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Comparação de protocolos sincronizativos curtos e longos em raças autóctones de ovinos e caprinos

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Title: Comparação de protocolos sincronizativos curtos e longos em raças autóctones de ovinos e caprinos
Author: Catarino, João Miguel Graça
Abstract: O objetivo neste trabalho foi determinar os efeitos de protocolos de sincronização de estro administrados no período, maioritariamente, anéstrico de ovinos (Merino Branco e Merino Preto) e caprinos (raça Serpentina) criados em condições de Alentejo (nomeadamente no Sistema Agro-pastoril Montado). Os dados avaliados foram a evolução da fertilidade, fecundidade, prolificidade em função da idade, número de animais nascidos dividido pelo total de animais inseminados, e número de animais nascidos dividido pelo total de fêmeas paridas. Os protocolos para as duas espécies foram propostos com base no respetivo ciclo éstrico: a) em ovelhas, como o ciclo estral médio dura 17 dias e a fase lútea dura 12 dias, os tratamentos de indução de estro foram denominados protocolo longo (12 dias) e protocolo curto (8 dias); e b) em cabras, como o ciclo éstrico medio dura 21 dias e a fase lútea dura 15 dias, os tratamentos de indução de estro foram de 11 e 7 dias, ambos considerados protocolos de curta duração. A avaliação do efeito dos tratamentos de indução de estro foi conduzida em pequenos ruminantes em dois estudos distintos: estudo I, com ovinos, e estudo II, com caprinos. As ovelhas e cabras adultas, usadas no trabalho, apresentavam idade entre 2 e 11 anos. No estudo I em todos os tratamentos foram administrados os medicamentos progesterona (por meio de esponjas intravaginais - EI) e gonadotrofina coriónica equina - eCG (via intramuscular). No Protocolo Longo (tradicional), a administração de progesterona foi de 12 dias, seguida da aplicação de eCG. No Protocolo Curto, a administração de progesterona foi de 8 dias, sendo a aplicação eCG e prostaglandina F2a - PG, via intramuscular, 48 horas antes da remoção do dispositivo de progesterona. No estudo I, 141 ovelhas das raças Merino Brancas e Merino Preto foram divididas aleatoriamente em dois grupos com números similares de animais de cada raça. Neste estudo, os resultados mostraram que ovelhas submetidas a indução de estro pelo Protocolo Longo (12 dias), comparativamente aos animais que receberam o Protocolo Curto (8 dias), apresentaram maior taxa de fertilidade ao parto (p<0,05) com medias de 55 % e 35,6 %, respetivamente. As demais respostas analisadas (taxa de fertilidade ao diagnóstico de gestação, número de borregos pelo total de ovelhas inseminadas e número de borregos pelo total de ovelhas paridas) mostraram resultados similares entre tratamentos. No estudo II todas as cabras receberam progesterona (por meio de esponjas intravaginais - EI), gonadotrofina coriónica equina - eCG (via intramuscular), e prostaglandina F2a - PG, aplicado por via intramuscular). No protocolo curto de 11 dias, as cabras foram submetidas ao tratamento com progesterona (EI) por 11 dias, de forma que ao 9.º dia, receberam eCG mais prostaglandina F2aa - PGe no 11.º dia foi removida a EI. No protocolo Curto de 7 dias, a progesterona foi administrada por 7 dias, sendo que ao 5.º dia os animais receberam eCG mais PG, e no 7.º dia a EI foi removida. Neste estudo, as cabras que receberam o protocolo de 7 dias, relativamente ao protocolode 11 dias, mostraram médias mais elevadas (p<0,05)para as taxas de fertilidade ao diagnóstico de gestação (57 % e 16,1 %, respetivamente), taxa de fertilidade ao parto (46,1 % e 5,1 %, respetivamente) e número de cabritos pelo total de cabras inseminadas (0,87 e 0,05, respetivamente). Assim, concluindo, o efeito de indução de estro por meio de protocolo longo e curto nas ovelhas e protocolo de 11 e 7 dias em cabras, sobre os parâmetros reprodutivos, mostraram resultados mais robustos em cabras, do que em ovelhas. Em cabras, o protocolo de 7 dias mostrou ser superior em 30,9 %, 31 % e 0,82 % para taxa de fertilidade ao diagnóstico de gestação, taxa de fertilidade ao parto e número de cabritos pelo total de cabras inseminadas, respetivamente, comparativamente ao protocolo de 11 dias. Ao contrário, em ovelhas, o Protocolo Longo mostrou média superior em 19,4 % para a taxa de fertilidade ao parto, comparativamente ao Protocolo Curto.The main goal of this essay was determine the effects of estrus synchronization protocols administered in the period, mainly, of anestrus of the sheep species (Merino Branco and Merino Preto) and goats (Serpentina breed) raised under Alentejo conditions (in particular the Agro-pastoril Montado system). The data evaluated were the evolution of fertility, fecundity, prolificacy according to age, number of animals born divided by the total of inseminated animals, and number of animals born divided by the total number of females that delivered. The protocols for the two species were proposed based on the respective cycle: a) in sheep, as the average estrous cycle lasts 17 days and the luteal phase lasts for 12 days, the estrus induction treatments were denominated long protocol (12 days ) and short protocol (8 days); and b) in goats, as the average cycle lasts for 21 days and the luteal phase lasts for 15 days, the estrus induction treatments were 11 and 7 days, both considered short-term protocols. The evaluation of the effect of the treatments of estrus induction on small ruminants was conducted in two different studies: study I, with sheep, and study II, with goats. Adult ewes and goats used at work were aged between 2 and 11 years. In study I, progesterone (intravaginal sponges - EI) and equine chorionic gonadotrophin - eCG (intramuscular) were administered in all treatments. In the Long (traditional) Protocol, the administration of progesterone lasted 12 days, followed by the application of eCG. In the Short Protocol, the administration of progesterone lasted 8 days, with the application of eCG and prostaglandin F2α - PG, intramuscularly, 48 hours before the removal of the progesterone device. In study I, 141 Merino White and Black Merino sheep were randomly divided into two groups with similar numbers of animals of each breed. In this study, the results showed that sheep submitted to estrus induction by the Long Protocol (12 days), compared to the animals that received the Short Protocol (8 days), had a higher fertility rate at delivery (p <0.05) with averages of 55% and 35.6%, respectively. The other data analyzed (fertility rate at the gestation diagnosis, number of lambs by total inseminated sheep, and number of lambs by total females that delivered) showed similar results.In study II, all goats received progesterone (intravaginal sponges - EI), equine chorionic gonadotrophin - eCG (intramuscular), and intramuscularly applied prostaglandin F2α - PG). In the short protocol of 11 days, the goats were treated with progesterone (EI) for 11 days, so that on the 9th day, they received eCG plus PG, and on the 11th day the EI was removed. In the short 7 day protocol, progesterone was administered for 7 days, and at the 5th day the animals received eCG plus PG, and on the 7th day the IE was removed. In this study, goats that received the 7-day protocol compared to the 11-day protocol showed higher averages (p <0.05) for the fertility rate at the gestation diagnosis (57% and 16.1%, respectively ), fertility rate at delivery (46.1% and 5.1%, respectively), and number of kids by total inseminated goats (0.87 and 0.05, respectively). In conclusion, the effect of estrus induction by long and short protocol in sheep and protocol of 11 and 7 days in goats, on reproductive parameters, showed more robust results in goats than in sheep. In goats, the 7-day protocol was superior in 30.9%, 31%, and 0.82% for fertility rate at gestation diagnosis, fertility rate at delivery, and number of goats for the total number of inseminated goats, respectively, compared to the 11-day protocol. On the other hand, in sheep, the Long Protocol showed a higher average of 19.4% for the fertility rate at birth, compared to the Short Protocol.
Description: Orientação: Carlos Varela Bettencourt ; co-orientação: Maria Cristina Bressan
URI: http://hdl.handle.net/10437/9638
Date: 2019


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