Muxarabis e rótulas na arquitetura colonial portuguesa

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Muxarabis e rótulas na arquitetura colonial portuguesa

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Title: Muxarabis e rótulas na arquitetura colonial portuguesa
Author: Santos, Pedro Luis Rodrigues dos
Abstract: A presente dissertação tem como principal objetivo valorizar e contribuir para o conhecimento de um elemento de proteção, ensombramento e de ventilação dos vãos, podendo também funcionar como um elemento estético da arquitetura: os muxarabis e as rótulas. Estes foram introduzidos em Portugal, mais concretamente na arquitetura portuguesa pela cultura árabe e muçulmana aquando das invasões árabes da península ibérica. Os portugueses aculturaram os muxarabis e as rótulas e difundiram a sua utilização, tanto em Portugal, como nas diferentes colónias, sendo um elemento que devido à protecção que proporciona é muito utilizado num clima com temperaturas elevadas e muita humidade. O muxarabi, é composto por rótulas, que podem ser fixas ou móveis. As rótulas, por sua vez são compostas por reixas, que são ripas de madeira que podem ser dispostas de diferentes maneiras, cruzadas ou em treliça, na horizontal, ou de forma a formar diferentes desenhos geométricos, desde quadrados, retângulos e losangos, permitindo assim diferentes efeitos estéticos. Nas colónias atlânticas de Cabo Verde, Guiné e São Tomé e Príncipe, os muxarabis e as rótulas foram utilizados principalmente com as reixas na horizontal. No Brasil a sua principal utilização foi cruzada ou em treliça. A sua origem vernacular, permitia a ventilação das habitações e proteção dos vãos. Hoje é considerado como um elemento associado à arquitetura sustentável, tendo evoluído e conquistado uma vertente neovernacular. O desenvolvimento e evolução dos muxarabis e das rótulas deram-se ao nível da forma, materiais e cor. Verificou-se a utilização de diferentes matérias, não só de madeira, mas também de alumínio, de pvc, de telas e de tecidos, adotando outras cores que não as tradicionais, o verde azeitona, o vermelho chinês e o azul para uma palete infindável de cores. Atualmente formam um conjunto mais estético, mas persistem com as mesmas funções, de proteção e de bem-estar.The present dissertation aims to value and contribute to the knowledge of an element of protection, shade and ventilation spans, and can also function as an aesthetic element of the architecture: the muxarabis and lattices. These were introduced in Portugal, more specifically in the Portuguese architecture by the Arab and Muslim during the Arab invasions of the Iberian Peninsula culture. The Portuguese assimilate the culture of the muxarabis and lattices and spread their use, both in Portugal and in the different colonies. Due to the protection it provides, it is often used in a climate with high temperatures and high humidity. The muxarabis is composed of lattices, which may be fixed or mobile. The kneecaps are composed of grids, which are wooden strips that can be arranged in different ways, crossed or in trellis, horizontally or in order to form different geometric designs, such as squares, rectangles and rhombuses, thus enabling different aesthetic effects. In the Atlantic colonies of Cape Verde, Guinea and Sao Tome and Principe, the muxarabis and the kneecaps were primarily used with horizontally grids. In Brazil it has been used crossed or in trellis. Its vernacular origin allowed ventilation of dwellings and protection of spans. Today it is considered as an element associated with sustainable architecture, having evolved and conquered a neovernacular side. The development and evolution of muxarabis and kneecaps occurred in terms of shape, material and colour. The use of different materials is notable, not just wood, but also of aluminium, PVC - polyvinyl chloride, fabrics and textiles, adopting other colours than the traditional olive green, Chinese red and blue, to embrace an endless pallet of colours. Currently they form a more aesthetic set, but persist with the same functions, protection and welfare.
Description: Orientação: António José de Santa-Rita
URI: http://hdl.handle.net/10437/7164
Date: 2014


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