Inquérito europeu sobre a reacção alimentar adversa no cão : a perspectiva do dermatologista

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Inquérito europeu sobre a reacção alimentar adversa no cão : a perspectiva do dermatologista

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Title: Inquérito europeu sobre a reacção alimentar adversa no cão : a perspectiva do dermatologista
Author: Branco, Marta Sofia Soares da Florência
Abstract: Reacções Alimentares Adversas (RAA) são definidas como reacções associadas à ingestão de um alimento ou aditivo alimentar. As RAA podem ter uma base imunológica ou não imunológicas e têm carácter não sazonal. O objectivo deste estudo consistiu em caracterizar a abordagem europeia dos especialistas em dermatologia, no que respeita a RAA no cão. Neste sentido recorreu-se ao método de diagnóstico mais utilizado e a sua duração, à percentagem de pacientes que responde à dieta de eliminação, à percentagem de casos em que se chega a um diagnóstico definitivo e as suas principais falhas, e qual o maneio a longo prazo mais utilizado. Este estudo teve ainda como objectivo caracterizar os pacientes de acordo com as suas características individuais, tais como sexo, raça, idade e sinais clínicos. O presente trabalho baseou-se na elaboração de um inquérito sobre “Reacções Alimentares Adversas em cães”, de forma a analisar as respostas dos Médicos Veterinários europeus, dos quais se obteve 65 respostas. As principais raças afectadas são o Labrador Retriever, o West Highland White Terrier e o Pastor Alemão, não existindo predisposição sexual. Ao contrário do esperado, os primeiros sinais clínicos aparecem entre o primeiro e o terceiro ano de idade, sendo eles a piodermatite superficial, a sintomatologia gastrointestinal e a dermatite por Malassezia. Para diagnosticar a RAA, deverá ser feita uma dieta de eliminação durante 8 semanas, à base de proteínas hidrolisadas, embora estudos defendam a utilização de uma dieta caseira. Posteriormente deverá ser realizada a dieta de provocação, sendo a dieta original a escolha mais adequada. No entanto, apenas uma baixa percentagem chega ao diagnóstico definitivo, sendo esta explicada pelo incumprimento das dietas, por parte dos proprietários. Uma vez confirmado o diagnóstico, cinquenta por cento dos médicos veterinários inquiridos recomenda fazer a dieta de eliminação como dieta de manutenção a longo prazo, sendo que os restantes clínicos referem que a escolha irá depender do paciente e do proprietário. Este estudo mostrou-se inovador e proveitoso, uma vez que estudos semelhantes são ainda inexistentes na literatura veterinária.Adverse Food Reactions (AFR) are defined as reactions associated with the ingestion of food or food supplement. The AFR can be of immunologic or non-immunologic nature and have no seasonal character. The aim of the research reported in this study was to document the dermatology experts’ European approach concerning the impact of AFR in dogs. As such the investigation focused upon the most common used diagnosis method and its duration, the percentage of patients that respond to the elimination diet, the percentage of cases where a concluding diagnosis is found and main faults are identified, and the most widely used long-term management. The aim of this research was also to characterize the patients according to their individual features, such as gender, breed, age and clinical signs. The investigation focused upon the elaboration and application of a enquire on “Adverse Food Reactions in dogs” to european Veterinarians. Reported here are the findings from a sample of 65 european Veterinarians. The main breeds affected are the Labrador Retriever, the West Highland White Terrier and the German Shepherd, with absence of sexual predisposition. Unexpected findings where revealed, the first clinical signs appear between the first and the third year of age. Those are superficial pyoderma, gastrointestinal symptoms and Malassezia dermatitis. In order to diagnose AFR, dogs should be submitted to an elimination diet based on hydrolysed proteins for 8 weeks, although some studies suggest the use of a homemade diet. Subsequently the dog should be submitted to a provocation diet, being the original diet the most adequate. However, only a small percentage achieves a concluding diagnosis. This fact is explained by the owners’ inability to comply with the established diet. The results suggest that once the diagnose is confirmed, fifty per cent of the inquired veterinarians recommend the elimination diet as a long-term maintenance diet, while the other fifty per cent suggest that the choice will depend on the patient and its owner. The findings and insights gathered in this study suggest its relevance, proving to be innovative and useful, since there are no other similar studies in the veterinary literature.
Description: Orientação : Ângela Dâmaso ; co-orientação : Ana Oliveira
URI: http://hdl.handle.net/10437/4846
Date: 2013


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