Gestão de resíduos hospitalares: estudo de referenciais de boas práticas, com base na perceção e na avaliação do risco de exposição ocupacional num hospital central

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Gestão de resíduos hospitalares: estudo de referenciais de boas práticas, com base na perceção e na avaliação do risco de exposição ocupacional num hospital central

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dc.contributor.advisor Costa, Maria do Céu da, dir.
dc.contributor.advisor Asúnsolo del Barco, Ángel, dir.
dc.contributor.author Edra, Beatriz da Graça Nunes Veiga
dc.date.accessioned 2019-05-28T15:09:05Z
dc.date.available 2019-05-28T15:09:05Z
dc.date.issued 2018
dc.identifier.uri http://hdl.handle.net/10437/9563
dc.description Diretores de Tese: Maria do Céu Costa, Ángel Asúnsolo del Barco pt
dc.description.abstract A natureza, diversidade e perigosidade dos resíduos hospitalares (RH) exige procedimentos específicos na sua gestão. A necessidade de uma intervenção especifica sobre os RH, é incontornável na sociedade atual, pelas exigências de Saúde Pública e Ambiental, e obriga a que as instituições de saúde integrem o processo de gestão de RH no seu plano institucional de gestão estratégica, tendo em conta uma perspetiva sociotécnica e tendo por base referenciais de boas práticas associados. O presente estudo foi desenvolvido no Centro Hospitalar de S. João (CHSJ) e teve 3 objetivos: 1) avaliar as práticas de gestão de RH e conhecer a perceção dos riscos por parte dos profissionais de saúde relativamente aos RH em diversos contextos; 2) avaliar o risco percecionado e 3) propor referenciais para um guia de implementação de boas práticas com vista à melhoria contínua. Para a concretização destes objetivos desenhou-se um estudo observacional, descritivo e correlacional de caráter transversal, utilizando como instrumento de recolha de informação um questionário (já validado). Foi aplicado a uma amostra de 1800 profissionais da área clínica, dos quais se obteve uma taxa de resposta de 44%, com 789 inquéritos devidamente validados dos diversos grupos profissionais, de 31 serviços da unidade de saúde CHSJ, que corresponde a um erro máximo de 3,1% (considerando uma amostra aleatória simples, sem reposição para um nível de confiança de 95%). Os dados foram tratados com recurso a estatística descritiva e inferencial, recor-rendo ao software IBM SPSS 23.0. Este trabalho apresenta oito capítulos. Num primeiro capítulo realizou-se uma revisão integrativa da literatura e uma recolha de informação na instituição relacionada com o processo de gestão de RH, em todas as suas verten-tes, bem como um levantamento dos dados relativos à sua produção, durante os últimos cinco anos. No segundo capítulo expõe-se a justificação do estudo e apresentam-se os objetivos, já referidos, como as hipóteses de investigação decorrentes da questão de partida assim definida: existe uma perceção de risco de exposição ocupacional por parte dos profissionais de Saúde, que difere de grupo profissional e se relaciona com a prática de Gestão de Resíduos Hospitalares? O desenho de estudo apresentado no terceiro capítulo, onde se enquadra a metodologia, a população, o instrumento de colheita de dados e os testes estatísticos aplicados. As categorias profissionais selecionadas para este estudo foram médicos, enfermeiros e auxiliares de ação médica, categorias que representam a maioria dos trabalhadores do CHSJ e que em termos de conteúdo funcional são aqueles que mais estão envolvidos com o processo de gestão dos RH. O quarto capítulo é referente ao primeiro objetivo deste trabalho, no qual se avaliaram as práticas relativas à gestão de RH, por parte de todas as categorias profissionais e a perceção de risco dos profissionais relativa aos diferentes grupos de RH e sua gestão. Os resultados mostram que 79% dos profissionais estão em contacto diário com os RH, sendo os enfermeiros a categoria que tem contacto mais frequente com os RH, seguindo-se os auxiliares e os médicos. Relativamente às práticas de triagem, o conhecimento relativo ao Grupo I e II é adequado, sendo que os profissionais de saúde apresentam dúvidas na prática de triagem relativamente aos RH que pertencem ao grupo III e IV, por exemplo os fármacos rejeitados com uma percentagem de 48,7% de respostas não conformes e as peças anatómicas não identificáveis com 53,7% de respostas não conformes. Verificou-se que os profissionais que apresentam conhecimento inadequado, demonstrado pela triagem incorreta dos RH, encontram-se, em termos de prevalência, sempre ou frequentemente em contacto com a tipologia de RH questionada, demonstrando assim a necessidade de aquisição de conhecimento especifico.A perceção de risco dos RH associado à Saúde, é elevada para 43,2% dos profissionais, e muito elevada para 36,5% dos inquiridos. O Ambiente é o item em que 49,7% dos profissionais consideram existir um risco muito elevado e 35,6% consideram-no elevado. Relativamente aos outros objetos de risco questionados, como para a Saúde dos profissionais, doentes e trabalhadores dos serviços de suporte, não existem diferenças significativas por parte dos profissionais que consideram existir um risco elevado de uma forma consensual em todos os itens referidos. A menor perceção de risco está associada aos visitantes, para os quais só 25,7% dos profissionais con-sideram existir risco elevado. Foram analisados outros contextos de perceção de risco por parte dos profissionais, relativamente ao tipo de RH e prática de triagem, para a Saúde e para o Ambiente, e às várias etapas de gestão de RH e em relação ao risco de tratamento/destino final dos RH de acordo com os dispositivos de acondiciona-mento, para a Saúde e para o Ambiente. Os dados mostram que a perceção de grau de risco dos RH e o grau de risco dos mesmos, mais especificamente para a Saúde de Ambiente, estão correlacionados num sentido direto. No capítulo quinto, desenvolveu-se o segundo objetivo, avaliação do risco percecionado, que engloba a análise de um conjunto de itens, nomeadamente a informação relativa aos acidentes ocorridos e os resultados mostram que 23,2% dos profissionais teve acidentes com RH. Dentro destes destacam-se os acidentes com materiais corto perfurantes, 44% dos profissionais inquiridos já tiveram ocorrência de acidentes com este tipo de material. Outro item englobado neste objetivo é referente à perceção de riscos nos diferentes contextos, salientando a identifica-ção de risco por parte dos profissionais, para a Saúde dos profissionais de saúde, dos doentes e dos visitantes, dos trabalhadores de suporte e para o Ambiente, que, embora apresente diferenças nas três categorias profissionais, no entanto, dentro destas, não existe diferença desta perceção entre os profissionais, que já sofreram acidentes com RH e os que não sofreram. A questão da formação/sensibilização e consecutivamente conhecimento, foi também considerada neste capítu-lo quinto. Apesar de 95,3% dos profissionais reconhecer a pertinência e 55,9% terem participado em acções de formação, 39,5% não frequentaram qualquer tipo de formação. Dos profissionais que tiveram formação, 76% referencia que as formações abrangeram os riscos associados à Saúde e Ambiente, mas só 31,9% considera que os conhecimentos dos riscos inerentes aos RH são suficientes. No sexto capítulo, apresenta-se um conjunto de Referenciais associados à Gestão de RH em diferentes domínios, que serviram de base à elaboração de um Guia de Implementação de Boas Práticas, tendo por base a avaliação das práticas, perceção do risco e avaliação do risco dos RH percecionado. Finalmente, está listada a bibliografia consultada e os Anexos (artigo publicado, artigo e comunicações submeti-das no âmbito deste trabalho, autorização do CHSJ, questionário aplicado e um documento estatístico de apoio). pt
dc.description.abstract La naturaleza, diversidad y peligrosidad de los residuos hospitalarios (RH) requiere procedimientos específicos en su gestión. La necesidad de una intervención específica sobre los RH, es ineludible en la sociedad actual, por las exigencias de Salud Pública y Ambiental, y obliga a que las instituciones de salud integren el proceso de gestión de RH en su plan institucional de gestión estratégica, teniendo en cuenta una perspectiva sociotécnica y teniendo como base referencias de buenas prácticas asociadas. El presente estudio fue desarrollado en el Centro Hospitalario de San Juan (CHSJ) y tuvo 3 objetivos: 1) evaluar las prácticas de gestión de RH y conocer la percepción de los riesgos por parte de los profesionales de salud en relación con los RH en diversos contextos; 2) evaluar el riesgo percibido y 3) proponer referencias a una guía de implementación de buenas prácticas para la mejora continua. Para la concreción de estos objetivos se diseñó un estudio observacional, descriptivo y correlacional de carácter transversal, utilizando como instrumento de recogida de información un cuestionario (ya validado) se ha aplicado a una muestra de 1800 profesionales del área clínica, de los cuales se obtuvo una tasa de respuesta del 44%, con 789 respuestas debidamente validadas de los diversos grupos profesionales de 31 servicios de la unidad de salud CHSJ, que corresponde a un error máximo del 3,1% (en vista de una muestra aleatoria simple sin reposición para un nivel de confianza de 95 %). Los datos fueron tratados con estadística descriptiva y inferencial, recurriendo al software IBM SPSS 23.0. Este trabajo presenta ocho capítulos. En un primer capítulo se llevó a cabo una revisión integrativa de la literatura y una recogida de información en la institución relacionada con el proceso de gestión de RH en todas sus vertien-tes, así como un levantamiento de los datos relativos a su producción durante los últimos cinco años En el segundo capítulo se expone la justificación del estudio, se presentan los objetivos, ya referidos, hipótesis de investigación derivadas de la cuestión de partida así definida: Hay una percepción de riesgo de exposición ocupacional por parte de los profesionales de Salud, que difiere de grupo profesional y si relaciona con la práctica de Gestión de Residuos Hospitalarios? El diseño de estudio presentado en el tercer capítulo, donde se encuadra la metodología, la población, el instrumento de recolección de datos y las pruebas estadísticas aplicadas. Las cate-gorías profesionales seleccionadas para este estudio fueron auxiliares de acción médica, médicos y enfermeros, categorías que representan a la mayoría de los trabajadores del CHSJ y que en términos de contenido funcional son aquellos que más están involucrados con el proceso de gestión de los RH. El cuarto capítulo se refiere al primer objetivo de este trabajo en el cual se evaluaron las prácticas relativas a la gestión de RH, por parte de todas las categorías profesionales y la percepción de riesgo de los profesionales relativa a los diferentes grupos de RH y su gestión. Los resultados muestran que el 79% de los profesionales están siempre en contacto diario con los RH, siendo los enfermeros la categoría que tiene contacto más frecuente con los RH, siguiendo los auxiliares y los médicos En cuanto a las prácticas de clasificación, el conocimiento relativo al Grupo I y II es adecuado, ya que los profesiona-les de la salud plantean dudas en la práctica de selección de los RH que pertenecen al grupo III y IV, por ejemplo los fármacos rechazados con un porcentaje de 48,7% de respuestas no conformes y las piezas anatómicas no identificables con un 53,7% de respuestas no conformes. Se verificó que los profesionales que presentan, conocimiento inadecuado, demostrado por la clasificación in-correcta de los RH, se encuentran, en términos de prevalencia, siempre o frecuentemente en contacto con la tipología de RH cuestionada, demostrando así la necesidad de adquisición de conocimiento específico. La percepción de riesgo de los RH asociado a la Salud, es elevada para el 43,2% de los profesionales, y muy lleva-da al 36,5% de los encuestados. El Ambiente es el articulo en que el 49,7% los profesionales consideran existir un riesgo muy elevado, y el 35,6% lo consideran elevado. En cuanto a los otros objetos de riesgo cuestionados como para la Salud de los profesionales, enfermos y trabajadores de los servicios de soporte, no existen diferencias significativas por parte de los profesionales que consideran existir un riesgo elevado de una forma consensuada en todos los articulos referidos. La menor percepción de riesgo está asociada a los visitantes, para los cuales sólo 25,7% de los profesionales consideran existir un riesgo elevado. Se analizaron otros contextos de percepción de riesgo por parte de los profesionales en cuanto al tipo de RH y práctica de selección, para la Salud y para el Am-biente, y las diversas etapas de gestión de RH y en relación al riesgo de tratamiento / destino final de los RH de acuerdo con los dispositivos de acondicionamiento, para la Salud y el medio ambiente. Los datos muestran que la percepción de grado de riesgo de los RH y el grado de riesgo de los mismos más específicamente para la Salud de Ambiente, están correlacionados en un sentido directo. En el capítulo quinto, se desarrolló el segundo objetivo, evaluación del riesgo percibido, que engloba el análi-sis de un conjunto de articulos, en particular la información relativa a los accidentes ocurridos, y los resultados muestran que el 23,2% de los profesionales tuvo accidentes con RH. Dentro de estos se destacan los accidentes con materiales corto perforantes, el 44% de los profesionales encuestados, ya han ocurrido accidentes con este tipo de material. Otro articulo englobado en este objetivo se refiere a la percepción de riesgos en los diferentes contextos, subrayando la identificación de riesgo por parte de los profesionales, para la salud de los profesionales de la salud, de los pacientes, y de los visitantes, de los trabajadores de soporte y para el medio ambiente, que , aunque presenta diferencias en las tres categorías profesionales, no existe diferencia de esta percepción entre los profesionales que ya sufrieron accidentes con RH y los que no sufrieron. La cuestión de la formación / sensibilización y consecuentemente conocimiento, fue también considerada en este capítulo quinto. Aunque el 95,3% de los profesionales reconoció la pertinencia y el 55,9% participó en ac-ciones de formación, el 39,5% no asistió a ningún tipo de formación. De los profesionales que tuvieron formación, el 76% refiere que las formaciones abarcar los riesgos asociados a la Salud y el medio ambiente, pero sólo el 31,9% considera que los conocimientos de los riesgos inherentes a los RH son suficientes. En el sexto capitulo, se presenta un conjunto de Referencias asociadas a la Gestión de RH en diferentes dominios, que sirvieron de base a la elaboración de una Guía de Implementación de Buenas Prácticas, tomando como base la evaluación de las prácticas, percepción del riesgo y evaluación del riesgo de los RH percepción. Finalmente, se muestra la bibliografía consultada y los anexos (Artículo publicado, artículo y comunicaciones pre-sentadas en el ámbito de este trabajo, autorización del CHSJ, cuestionario aplicado y un documento estadístico de apoyo). es
dc.format application/pdf
dc.language.iso por pt
dc.rights openAccess
dc.subject DOUTORAMENTO EM CIÊNCIAS DA SAÚDE pt
dc.subject CIÊNCIAS DA SAÚDE pt
dc.subject RESÍDUOS HOSPITALARES pt
dc.subject GESTÃO pt
dc.subject PROFISSIONAIS DE SAÚDE pt
dc.subject PERCEÇÃO DE RISCO pt
dc.subject RISCOS PROFISSIONAIS pt
dc.subject FORMAÇÃO pt
dc.subject HEALTH SCIENCES en
dc.subject HOSPITAL WASTE en
dc.subject MANAGEMENT en
dc.subject HEALTH CARE PROFESSIONALS en
dc.subject RISK PERCEPTION en
dc.subject OCCUPATIONAL RISKS en
dc.subject TRAINING en
dc.title Gestão de resíduos hospitalares: estudo de referenciais de boas práticas, com base na perceção e na avaliação do risco de exposição ocupacional num hospital central pt
dc.type other pt


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