Vitimação na infância, vitimação prisional e desajustamento psicológico na população reclusa em Portugal: o papel da vitimação direta na infância

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Vitimação na infância, vitimação prisional e desajustamento psicológico na população reclusa em Portugal: o papel da vitimação direta na infância

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Título: Vitimação na infância, vitimação prisional e desajustamento psicológico na população reclusa em Portugal: o papel da vitimação direta na infância
Autor: Ribeiro, Patrícia Alexandra de Sousa
Resumo: A nível nacional pouco se conhece sobre a experiência da vitimação no contexto prisional, não havendo estudos sobre a sua prevalência e, menos ainda, que procurem analisar a sua associação a um historial de violência direta e ao longo da vida. Assim, o presente estudo tem como objetivos: estimar a prevalência de violência direta e da vitimação ao longo da vida de mulheres e homens reclusos, incluindo a vitimação prisional actual e caracterizar o seu ajustamento psicológico em função dos dados sociodemográficos e criminais. Recolheuse uma amostra de 394 participantes em situação de reclusão em vários Estabelecimentos Prisionais da Região Norte e Centro. Foram aplicados como instrumentos um questionário sociodemográfico e criminal, o Inventário de Sintomas Psicopatológicos (BSI) e o Questionário de História de Adversidade na Infância (ACE). Os resultados indicam que 88% experienciou adversidade na infância, sendo as mulheres que mais relatam ter sofrido abuso físico na infância. No que toca à vitimação prisional, 25% dos participantes reportam terem sofrido algum tipo de violência no contexto prisional. Relativamente aos sintomas psicopatológicos, ao nível do Índice de Sintomas Positivos, 50% dos participantes pontuam acima do ponte de corte, bem como todas as subescalas encontram-se acima da média para a população geral. Verifica-se que quem relata ter sofrido vitimação prisional relata também mais experiências adversas na infância, comparativamente com quem não relata vitimação no contexto prisional.On a national level, much is still unknown regarding the prison victimization experience. There are no studies on its prevalence and even less that try to analyze its association with a history of direct and lifelong violence. Therefore, the present investigation aims to: estimate the prevalence of direct violence and lifelong victimization in inmates, both women and men, including current prison victimization and characterize their psychological adjustment according to socio-demographic and criminal record. A sample of 394 participants in situations of imprisonment was gathered in several Prison Establishments of the North and Center Region. The instruments applied were a socio-demographic and criminal questionnaire, as well as a Brief Symptom Inventory (BSI) and an Adverse Childhood Experiences (ACEs). The results indicate that 88% of the participants experienced childhood adversity, being the women the ones who report having more physical abuse in their childhood. Concerning the prison victimization, 25% of the participants report having suffered some sort of violence in prison context. Regarding the psychopathological symptoms, at the Positive Symptom Index level, 50% of the participants scored above the cut off point, as well as all subscales are above the general population average. Furthermore, the participants who report having suffered prison victimization also report more childhood adversities experiences compared to those who do not report victimization in the prison context.
Descrição: Orientação: Ana Rita Conde Dias ; co-orientação: Ricardo Pinto
URI: http://hdl.handle.net/10437/9258
Data: 2018


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