Prevalência de parasitas gastrointestinais em répteis domésticos na região de Lisboa

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Prevalência de parasitas gastrointestinais em répteis domésticos na região de Lisboa

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Título: Prevalência de parasitas gastrointestinais em répteis domésticos na região de Lisboa
Autor: Vítor, Beatriz Antunes Bonifácio
Resumo: Nas últimas décadas o número de animais exóticos, incluindo os répteis, têm conquistado popularidade como animais de companhia em todo o mundo. Os répteis podem hospedar uma grande variedade de endoparasitas como protozoários, nemátodes, céstodes, tremátodes, acantocéfalos e pentastomídeos, destacando assim a grande importância do estudo das doenças parasitárias nestes animais. Este estudo teve como principais objetivos avaliar a prevalência e apurar quais os parasitas gastrointestinais mais frequentes nos répteis domésticos na região de Lisboa e nos seus diferentes grupos taxonómicos de ofídios, sáurios e quelónios e encontrar uma possível relação entre o grupo taxonómico, o regime alimentar e a origem das amostras com a presença de parasitas gastrointestinais. Para tal, durante um período de 10 meses, entre Abril de 2017 e Janeiro de 2018, foi efetuado um estudo parasitológico a uma população de 139 répteis na região de Lisboa, pertencentes a 10 espécies de ofídios (n=45), 14 espécies de sáurios (n=64) e 9 espécies de quelónios (n=30). As amostras foram recolhidas de lojas de comercialização de animais domésticos (n= 58), de pacientes que se apresentaram a uma clínica veterinária de animais exóticos (n=23) e de proprietários da região de Lisboa (n=58). Foram utilizados três métodos de análise coprológica distintos, o método direto, o método de flutuação modificado e o método de sedimentação, sendo identificados doze parasitas gastrointestinais diferentes: oxiurídeos (41,01%), coccídea de género não identificado (23,02%), estrongilídeos (10,79%), Isospora spp. (10,79%), larvas de nemátodes (8,63%), protozoários flagelados (8,63%), Nyctotherus spp. (5,04%), Eimeria spp. (2,88%), ascarídeos (1,44%), espirurídeos (0,72%), Strongyloides spp. ou Rhabdias spp. (0,72%) e céstodes de género não identificado (0,72%). Neste estudo foi observado que 65,47% dos animais encontravam-se parasitados, sendo os sáurios (82,81%) o grupo taxonómico mais parasitado, seguido dos quelónios (56,67%) e com menor prevalência os ofídios (46,67%). Através da realização da análise estatística foram verificadas relações significativas entre o grupo taxonómico e o regime alimentar com a presença de parasitas gastrointestinais, no entanto não foi sugerida nenhuma relação entre a origem das amostras e a presença de parasitas gastrointestinais nos animais analisadosIn the last decades the number of exotic animals, including reptiles, have gained popularity as pets around the world. Reptiles can host a wide variety of endoparasites such as protozoa, nematodes, cestodes, trematodes, acanthocephals and pentastomids, thus highlighting the great importance of studying parasitic diseases in these animals. The main objectives of this study were to evaluate the prevalence and to determine the most frequent gastrointestinal parasites in domestic reptiles in the Lisbon region and its different taxonomic groups of ophidians, saurians and chelonians and to find a possible relation between the taxonomic group, the diet and the origin of the samples with the presence of gastrointestinal parasites. For such purpose, for a period of 10 months, between April 2017 and January 2018, a parasitological study was carried out on a population of 139 reptiles in the Lisbon region, belonging to 10 species of ophidians (n = 45), 14 species of saurians (n = 64) and 9 species of chelonians (n = 30). Samples were collected from pet trade stores (n = 58), from patients who presented to a veterinary clinic of exotic animals (n = 23) and owners of the Lisbon region (n = 58). Using three distinct coprological analyzes, the direct observation method, the modified flotation method and the sedimentation method, twelve different varieties of gastrointestinal parasites were identified: oxyurids (41,01%), coccidia of unidentified genus (23,02%), Strongylida (10,79%), Isospora spp. (10,79%), nematode larvae (8,63%), flagellate protozoa (8,63%), Nyctotherus spp. (5,04%), Eimeria spp. (2,88%), ascarids (1,44%), spirurian (0,72%), Strongyloides spp. or Rhabdias spp. (0,72%) and cestodes of unidentified gender (0,72%). In this study it was observed that 65.47% of the animals were parasitized, being the saurians (82,81%) the most parasitized taxonomic group, followed by the chelonians (56.67%) and with a lower prevalence ophidians (46,67%). Statistical analysis showed significant relationships between the taxonomic group and the diet with the presence of gastrointestinal parasites. However, no relationship was suggested between the origin of the samples and the presence of gastrointestinal parasites in the animals analyzed.
Descrição: Orientação: Ana Maria Duque de Araújo Munhoz ; co-orientação: Rui Filipe Galinho Patrício
URI: http://hdl.handle.net/10437/8907
Data: 2018


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