Como se posicionam as Forças Armadas Portuguesas perante as expetativas e as preferências laborais dos millennials da região norte de Portugal

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Como se posicionam as Forças Armadas Portuguesas perante as expetativas e as preferências laborais dos millennials da região norte de Portugal

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Title: Como se posicionam as Forças Armadas Portuguesas perante as expetativas e as preferências laborais dos millennials da região norte de Portugal
Author: Saraiva, Aníbal Carlos Correia
Abstract: A 19 de setembro de 2004 o Serviço Militar Obrigatório chegou formalmente ao fim. O recrutamento militar passou da conscrição para um modelo assente no voluntariado, num contexto de concorrência com outros empregadores. Neste contexto de semiprofissionalização, é necessário cativar, atrair e reter os cidadãos em concorrência com outras entidades empregadores. Porém, não tem sido fácil recrutar para as Forças Armadas. Existe um défice de militares no regime de voluntario e contratado. Para colmatar estas faltas é necessário conhecer as expetativas e aspirações laborais da geração dos indivíduos que se encontram em idade de recrutamento. Ou seja, dos indivíduos que constituem a geração millennial. Geração que é a primeira a nascer e crescer na era digital. Fenómeno, que segundo diversos autores está a influenciar os seus valores, crenças e atitudes, que por sua vez estão a moldar a perceção do indivíduo em relação à sociedade e ao trabalho, designadamente no que respeita às escolhas profissionais. O conhecimento das suas preferências e expetativas laborais é de extrema importância para saber como atrair e reter estes nativos digitais. Neste estudo, para além de se conhecer as expetativas e preferências laborais dos millennials da região norte de Portugal (RNP), foi necessário perceber como percecionam a instituição militar. Do confronto destes resultados obteve-se o desvio entre o ambicionado e o percecionado, que nos permitiu conhecer o grau de atratividade da instituição militar. Resultado obtido com recurso à técnica de Employer Branding e à aplicação do conceito da Proposição de Valor para o Empregado (PVE). Deste modo e utilizando uma escala constituída por benefícios (construtos/preditores) selecionados pelo autor, calculámos a PVE desejada e percecionada pelos millennials da RNP, identificando: os benefícios funcionais que são mais e menos desejados aquando da escolha de uma profissão e de uma organização para trabalhar; como é que estes benefícios são percecionados na profissão e na organização militar; e, o desvio existente entre o que desejam e o que percecionam. Os resultados obtidos demonstram que o desvio difere de benefício para benefício, sendo que os benefícios percecionados na profissão e na organização militar são menores aos desejados para uma profissão e organização. Os resultados permitem ainda concluir que na escolha de uma profissão e de uma organização são mais valorizados, respetivamente, os benefícios de ordem material e de ordem pessoal, em detrimento dos benefícios de ordem imateriais e de ordem organizacional; e que na profissão e na organiza