Crianças vítimas de violência doméstica: efeitos da exposição direta e indireta na sintomatologia de externalização e internalização

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Crianças vítimas de violência doméstica: efeitos da exposição direta e indireta na sintomatologia de externalização e internalização

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Title: Crianças vítimas de violência doméstica: efeitos da exposição direta e indireta na sintomatologia de externalização e internalização
Author: Santos, Anilson da Conceição
Abstract: Vários estudos têm encontrado elevados níveis de sintomas de internalização e externalização em crianças que testemunharam a violência doméstica (Almeida, Gonçalves, & Sani, 2009). Este presente estudo pretendeu investigar se a criança vítima de violência doméstica apresentava diferentes níveis de internalização e externalização em função de o efeito da exposição direta versus indireta da violência. Recorreu-se a uma amostra com 162 díades de crianças entre 4 e 10 anos sem diagnóstico de qualquer perturbação de desenvolvimento ou condição médica e as suas mães residentes em Portugal e sinalizadas pelas autoridades devido à violência doméstica. O critério de inclusão para as crianças incluiu: 1) viver em casa com as mães e parceiros agressores ou 2) viver em casas-abrigo. Os participantes foram recrutados na associação Portuguesa de apoio às vítimas (APAV), serviços de proteção infantil e casas-abrigo. Foram obtidos os consentimentos informados de todos os participantes. Os resultados obtidos permitiram confirmar a hipótese de forma parcial: a exposição à violência direta teve relação com sintomatologia de externalização mas não com a sintomatologia de internalização. Embora nas análises de correlação simples tenha havido associações significativas entre violência direta com ambas as sintomatologias, as análises de regressão linear apenas encontraram diferenças na relação entre violência direta e sintomas de externalização. Por outro lado, a exposição indireta a violência não teve relação estatisticamente significativa com sintomas de externalização e internalização. Este resultado sugere que o tipo de violência tem um impacto diferente em áreas diferentes da saúde mental da criança, e não apenas o grau da violência como tem sido confirmado na literatura. Nos sintomas de internalização, apenas a casa-abrigo foi um preditor significativo, ao contrário do tipo de violência que não teve relação significativa. Ou seja, podemos confirmar que a mudança de um ambiente familiar para um ambiente de acolhimento pode causar alterações emocionais, comportamentais, que levam a criança a desenvolver sintomas de internalização e externalização. Este futuro estudo possibilitará obter mais evidência acerca da situação de crianças em casa-abrigo e assim preparar melhor os profissionais para receber estas crianças com esta problemática, bem como adequar este contexto de institucionalização às suas necessidades.Several studies have found high levels of internalization and externalization symptoms in children who have witnessed domestic violence (Almeida, Gonçalves, & Sani, 2009). This study aimed to investigate whether the child victim of domestic violence presented different levels of internalization and externalization due to: the direct or indirect exposure of violence. A sample of 162 children's dyads between 4 and 10 years and their mothers residing in Portugal and flagged by authorities because of domestic violence were used. The mothers had been. The inclusion criteria for children included: 1) living at home with the mothers and aggressor partners or 2) living in shelter homes. Participants were recruited from the Portuguese Association for Victim Support (APAV), child protection services and shelters. Informed consent was obtained from all participants. The results obtained confirmed the hypothesis in a partial way: exposure to direct violence was related to externalization symptomatology but not to the internalization symptomatology. Although in the simple correlation analyzes there were significant associations between direct violence with both psychopathology symptoms, linear regression analyzes only found differences in the relationship between direct violence and externalization symptoms. On the other hand, the indirect exposure to violence was not statistically significant with symptoms of externalization and internalization. This result suggests that the type of violence has a different impact on different areas of the child's mental health, and not just the degree of violence as has been confirmed in the literature. In the symptoms of internalization, only shelter was a significant predictor, unlike the type of violence that had no significant relationship. That is, we can confirm that the change from a family environment to a host environment can cause emotional, behavioral changes that lead the child to develop symptoms of internalization and externalization. This future study will make it possible to obtain more evidence about the situation of children in the home and to better prepare the professionals to receive these children with this problem, as well as to adapt this context of institutionalization to their needs.
Description: Orientação: Ricardo José Martins Pinto
URI: http://hdl.handle.net/10437/8527
Date: 2017


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ANILSON SANTOS.pdf 713.1Kb PDF View/Open Dissertação de mestrado

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