Diversidade cultural, convivência, conflito e mediação

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Diversidade cultural, convivência, conflito e mediação

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dc.contributor.author Costa, Elisabete Pinto da
dc.contributor.author Santos, João de Almeida
dc.date.accessioned 2018-01-14T13:22:13Z
dc.date.available 2018-01-14T13:22:13Z
dc.date.issued 2017
dc.identifier.citation Costa, E. Pinto da & Santos, J. (2017). Diversidade Cultural, Convivência, Conflito e Mediação. Maria Conceição Santiago, Luísa Delgado, I congresso internacional da RESMI: Contextos e desafios da mediação intercultural (resumos). Revista da UIIPS – Unidade de Investigação do Instituto Politécnico de Santarém, 2017, 5(4), 45-46. pt
dc.identifier.isbn ISSN 2182-9608
dc.identifier.uri http://hdl.handle.net/10437/8448
dc.description.abstract A principal marca das sociedades atuais é a diversidade cultural e civilizacional, fruto da globalização e dos fluxos migratórios a que assistimos desde o século passado. Qualquer sociedade apresenta-se, por isso, cada vez mais plural e multicultural. A relação entre culturas tem-se desenvolvido em contexto de tensão e, nessa medida, torna-se cada vez mais necessário construir e implementar dispositivos e dinâmicas de interação e de inclusão. Nesse sentido, a interculturalidade é algo a construir socialmente, indo além do reconhecimento da diferença e promovendo-se a convivência e a interação na diversidade. Num espaço social, relacional e cultural diverso, onde coabitam diversas pessoas ou culturas, com as suas identidades, princípios, valores, representações, necessidades e até patamares civilizacionais diferenciados, conviver ou viver juntos em interação harmoniosa é bem mais exigente do que partilhar simplesmente o mesmo território na mesma temporalidade. Os conflitos interculturais resultam da oposição entre indivíduos e grupos por razões de território, de pertença religiosa, de valores, de normas culturais e de dimensões civilizacionais, consubstanciando-se muitas vezes em incompatibilidade de interesses, de necessidades e de posições desejadas e manifestadas. Duas ilações fundamentais têm derivado do pluralismo cultural e civilizacional: o receio de um choque de civilizações (Huntington) e o desafio de uma vivência plural e interativa. O desconhecimento e a intolerância contribuem para exacerbar os conflitos interculturais. Nesse sentido, e inspirando-nos nos trabalhos de Carlos Giménez, não partimos da opção entre a convivência e a violência, mas da relação entre convivência e não convivência, onde se inscrevem também situações de conflito. A convivência multicultural deve acontecer num ambiente de diálogo que absorva os conflitos (ocultos, latentes ou manifestos). Nesse sentido, a convivência é uma construção partilhada. Por consequência, a gestão das relações interpessoais e grupais para a gestão e resolução de conflitos, interculturais e interpessoais, deve guiar-se pelas regras próprias do diálogo e pelos princípios do reconhecimento da diferença e da promoção da empatia. Passar da coexistência, num mesmo espaço físico, para a convivência, num espaço simbólico aberto, implica colocar a descoberto diferenças e dissenções, que podem tender para a divisão, se não mesmo para a rutura e exclusão, ou podem evoluir para a compreensividade e resultar em integração e coesão. Na aceção crítica, o conflito, enquanto crise larvar, pode constituir uma oportunidade de mudança, de aperfeiçoamento e de desenvolvimento humano, obrigando os indivíduos a definir-se, a contextualizar-se e a interagir no espaço relacional, social, cultural e civilizacional. A aposta na valorização do conflito e na sua reapropriação pelos indivíduos e grupos, numa lógica de socialização, integração e coesão, é-nos proposta pela mediação. Porque a mediação de conflitos não se encaixa apenas nos referenciais instrumentais e tecnicistas, assumindo objetivos mais amplos em termos societais. Através do tratamento do conflito num nível micro projeta-se um impacto de nível macro, visando gerar uma cultura crítica assente nos princípios da reflexividade, da alteridade, da não-adversariedade e da participação. Assim, a mediação de conflitos propõe uma forma própria de entender as relações humanas. Promove o reconhecimento da singularidade de cada indivíduo ou grupo e possibilita a construção de lugares sociais de cidadania, gerando espaços simbólicos abertos e partilhados. Pode-se então sintetizar duas vocações e dois grandes objetivos a alcançar pela mediação de conflitos: a nível interpessoal, uma vocação capacitadora, pelo empoderamento dos sujeitos; e a nível intercultural e societal, uma vocação emancipadora, pelo sentido da vivência em comunidade, inscrevendo nela a igualdade e a justiça social. A mediação de conflitos baseia-se no respeito pela dignidade e pelos direitos da Pessoa Humana e assume-se como metodologia de construção de convivência intercultural e civilizacional. pt
dc.format application/pdf
dc.language.iso por pt
dc.publisher UIIPS – Unidade de Investigação do Instituto Politécnico de Santarém pt
dc.rights openAccess
dc.subject DIVERSIDADE CULTURAL pt
dc.subject CONFLITOS pt
dc.subject INTERAÇÃO SOCIAL pt
dc.subject MEDIAÇÃO pt
dc.subject CULTURAL DIVERSITY en
dc.subject CONFLICTS en
dc.subject SOCIAL INTERACTION en
dc.subject MEDIATION en
dc.title Diversidade cultural, convivência, conflito e mediação pt
dc.type article pt


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