Hiperadrenocorticismo canino: abordagem diagnóstica e terapêutica

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Hiperadrenocorticismo canino: abordagem diagnóstica e terapêutica

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Title: Hiperadrenocorticismo canino: abordagem diagnóstica e terapêutica
Author: Moura, Filipa Tavares Barroso de
Abstract: O hiperadrenocorticismo ou síndrome de Cushing é uma das doenças endócrinas mais frequentemente encontradas em cães e caracteriza-se pelo aumento do cortisol sérico nos animais afetados. Este aumento pode ser causado pela administração exógena de glucocorticoides, por um excesso de produção de corticotrofina pela hipófise ou por uma neoplasia adrenocortical. As manifestações clínicas mais comuns são a poliúria e polidipsia, a polifagia, o abdómen distendido e pendular, a alopecia, as lesões dermatológicas, a atrofia muscular e a letargia. Neoplasias hipofisárias de grandes dimensões podem também causar sintomatologia neurológica como ataxia, movimentação em círculos e convulsões. O diagnóstico do hiperadrenocorticismo canino baseia-se na anamnese, no exame clínico e nas análises bioquímicas e testes endócrinos. Para obter um diagnóstico definitivo pode ser necessário recorrer a exames imagiológicos como a ecografia, a tomografia computorizada e a ressonância magnética. O tratamento da doença pode ser médico ou cirúrgico. O prognóstico depende das características de cada animal como a idade e presença de comorbilidades. Este estudo baseou-se numa população de vinte e dois cães sob suspeita de hiperadrenocorticismo. Os animais foram avaliados relativamente ao sexo, idade, raça, peso e sintomatologia apresentada. Através de análises bioquímicas, testes endócrinos e exames imagiológicos, quinze casos foram diagnosticados com hiperadrenocorticismo. Os cães com hiperadrenocorticismo tinham idades compreendidas entre 7 e 17 anos (média 11,27 ± 2,99 anos). A maioria destes animais (80%) tinha idade superior a 9 anos. Apenas 2 casos corresponderam a animais do sexo masculino e a maioria (53,3%) eram cães sem raça definida. Os 15 cães com hiperadrenocorticismo apresentaram uma média de 5 sinais clínicos típicos desta doença, sendo os mais frequentemente observados a poliúria e polidpsia (86,7%), o abdómen pendular (66,7%), a alopecia (53,3%), a letargia (53,3%) e a obesidade (53,3%). Dois casos clínicos foram descritos em pormenor: uma cadela com apresentação clínica pouco comum (parésia dos 4 membros e taquipneia) que teve uma resposta excelente ao tratamento e uma cadela com epilepsia e medicada com fenobarbital.Hyperadrenocorticism or Cushing’s syndrome is one of the most common endocrine disorders found in dogs and is described as an increase in the serum cortisol levels in the affected animals. This increase might be caused by the administration of exogenous glucocorticoids, oversecretion of adrenocorticotropic hormone by the pituitary gland or by an adrenocortical neoplasia. The most commonly described symptoms are polyuria-polydipsia, polyphagia, large abdomen, alopecia, skin lesions, muscle atrophy and lethargy. Large pituitary tumors may also cause neurologic symptoms such as ataxia, circling and seizures. The diagnosis is based on the results of the clinical exam, anamnesis, biochemistry analysis and endocrine testing. To obtain a definite diagnosis, the use of imaging tests such as the ultrasonography, computerized tomography and magnetic resonance may be required. The treatment of hyperadrenocorticism can be either medical or surgical. The prognosis depends on the particular traits of each patient such as age and presence of concurrent diseases. This study was based on a population of 22 dogs suspected of having hyperadrenocorticism. The animals were studied in regards to sex, age, breed, weight and symptoms. Biochemistry analysis, endocrine tests and imaging techniques allowed the diagnosis of hyperadrenocorticism in 15 cases. The fifteen dogs with hyperadrenocorticism had ages between 7 and 17 years (average 11.27 ± 2.99 years). Most of them (80%) were 9 or older. Only two of the dogs with hyperadrenocorticism were male and most (53.3%) were mixed breeds. The 15 dogs with hyperadrenocorticism showed an average of 5 clinical signs, with the most common being polyuria and polydipsia (86.7%), pendular abdomen (66.7%), alopecia (53.3%), letargy (53.3%) and obesity (53.3%). Two clinical cases were described extensively: one female dog that showed an uncommon clinical presentation (paresia of all 4 members and tachypnea) that showed a remarkable response to treatment; and a female epileptic dog being treated with phenobarbital.
Description: Orientação: João Requicha; co-orientação: Pedro Parreira
URI: http://hdl.handle.net/10437/6791
Date: 2015


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Filipa Moura 14.04.15 revJR_FINAL.pdf 1.940Mb PDF View/Open Dissertação de Mestrado

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