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Numa primeira perspectiva incluem-se os artigos relacionados com os medicamentos. Um deles versa sobre a necessidade duma maior atenção na planificação dos ensaios clínicos face aos progressos no domínio da farmacogenómica, ensaios esses cujas limitações são evidenciadas pela ocorrência de elevado número de reacções adversas bem como pela sua ineficácia num apreciável número de doentes. Os custos associados à toxicidade, bem como à ineficácia dos medicamentos, justificam a necessidade não só dum efectivo programa de farmacovigilância, como também de estruturas que permitam o seguimento terapêutico dos doentes medicados. Neste contexto é importante salientar que a prestação de cuidados de saúde deve ser considerada como trabalho de equipa, envolvendo não só o médico e o doente, como também outros profissionais de saúde tais como farmacêuticos, enfermeiros, assistentes sociais, etc.. Decorrendo a prática médica e, em particular, a terapêutica medicamentosa, da chamada medicina baeada na evidência e esta, por sua vez, alicerçada nos ensaios clínicos, o aperfeiçoamento destes e validação dos respectivos resultados (aravés da monitorização da eficácia e segurança dos medicamentos) deve consituir preocupação permanente dos médicos e investigadores. Numa segunda perspectiva agrupam-se dois artigos que chamam a atenção para a importância da educação dos doentes diabéticos e dos adolescentes na adopção de estilos de vida consentâneos com o seu estado fisiológico ou patológico. Tal educação, aliás já prevista nos programas de educação para a saúde desde o ensino básico, constitui uma pedra angular na promoção das medidas de medicina preventiva. A terceira perspectiva tem a ver com os custos de saúde, em particular dos medicamentos. À medida que os índices demográficos evidenciam um gradual aumento da esperança média de vida das populações, os custos de saúde crescem devido a patologias de evolução crónica associadas, muitas delas consequentes de estilos de vida erróneos. Tal facto reflecte-se, por exemplo, na factura da assistência medicamentosa, que absorve uma significativa fracção do orçamento estatal para a saúde. Surge assim a necessidade de contenção dos preços dos medicamentos comparticipados, a par, obviamente, de outras medidas que visem diminuir a já muito inflacionada despesa com medicamentos. Noutra perspectiva situam-se os trabalhos experimentais que incidem sobre a investigação de métodos e instrumentos relacionados com a indústria farmacêutica. Não é demais insistir na necessidade de se exigir desta última a maior e melhor qualidade dos produtos que são introduzidos no mercado, qualidade essa a ser aferida pelas normas internacionalmente aceites e, em especial, no espaço europeu onde nos situamos. Não só pela verificação do cumprimento dessas normas por auditorias internas de qualidade das próprias empresas mas também através de inspecções conduzidas por autoridades competentes para detecção de eventuais não conformidades. Finalmente é atempada a chamada de atenção para as mutações que a sociedade portuguesa vem conhecendo nas últimas décadas em consequência dos fluxos imigratórios originários de vários quadrantes. Mutações essas propiciadoras da formação de grupos minoritários, com tradições culturais diversas e em grande parte caracterizadas por fracos recursos económicos. As consequências para a saúde, não só das comunidades em si, mas para a sociedade em geral, são evidentes. Neste contexto justifica-se uma particular atenção para a necessidade da promoção de educação para a saúde (e não só) destes grupos minoritários que contribua para a sua integração harmoniosa na nossa sociedade. |
Estilo de Vida e Risco de Obesidade em Adolescentes na região de Lisboa
A high-throughput screening method for general cytotoxicity part I Chemical toxicity
Farmacogenómica e Ensaios Clínicos
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