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Ciências e Tecnologias da Saúde Ano 4 n.º01 : [0]

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Mesmo os mais cépticos (… onde por vezes me encontro, por via da prática da dúvida sistemática…) reconhecem que há (finalmente) mudanças no ensino superior em Portugal . Não está ainda claro o rumo. Não se percebe ainda, objectiva e substancialmente, qual o modelo que os nossos governantes ou melhor, que o nosso Senhor Ministro, quer para a Universidade Portuguesa. Mas há sinais interessantes que se seguem ao ambiente criado com a implementação dos princípios de Bolonha. Veja-se o novo regime jurídico do ensino superior, agora em discussão pública que (finalmente) promete contribuir para repensar um dos aspectos centrais da “rigidez espástica” do funcionamento das nossas universidades públicas a sua gestão, aproximando-as (seja qual for o modelo de reorganização a escolher) das instituições de direito privado, o que desde logo significará maior profissionalização dos órgãos de gestão e maior transparência dos processos (administrativos e académicos). Muitas dúvidas e muitos preconceitos ainda subsistem. Porquê um modelo “fundacional” para as Universidades públicas? que constitui, objectivamente, uma garantia de prossecução adinâmica ? isto é contrária á criatividade criativa que se deseja reconhecer na Universidade?
Mas veja-se o recentíssimo Decreto Lei 239/2007 de 19 de Junho que reforma (e adapta, á luz do actual contexto universitário), o regime de acesso ao título de Agregado, ainda regulado por legislação dos anos 70. Aqui não existem mudanças conceptuais profundas mas, a intenção processual é clara, transmitindo (e impondo) a ideia de corrigir a tradicional endogamia de alguma universidade portuguesa.
Teremos todos, certamente, ideias muitos distintas sobre esta reforma de que agora começamos a ter maiores sinais. Não devemos duvidar, nem deixar de reconhecer, a determinação do nosso Senhor Ministro, o que, no actual momento, constitui uma agradável promessa (já que este será dos poucos que ainda não esgotou o crédito de “graça” com que este Estado nasceu).
Neste contexto, agitado e expectante, a Revista Lusófona de Humanidades e Tecnologias entra no seu quarto ano de existência regularmente publicada, contribuindo, do modo que lhe é próprio, para o desenvolvimento científico do País.
Mantendo a regularidade do seu estilo editorial, com a secções de "Saúde e Educação", "Ciências Biomédicas" e "Ciências Biofarmacêuticas", a Revista Lusófona de Humanidades e Tecnologias apresenta ainda neste número, um caderno especial sobre o II Simpósio Lusófono de Cuidados Farmacêuticos , editando os respectivos Resumos de Comunicações. Realça-se a capacidade de concretização desta segunda reunião científica com assinalável êxito, como também a importância redactorial que esta Revista reconhece neste tipo de iniciativas.
Outro marco assinalável e que aqui merece referência, prende-se com o novo formato de edição on-line da Revista que inauguramos neste ano. Esperamos assim facilitar os processos editoriais, incluindo a redução do tempo de publicação e, sobretudo, difundir a Revista num universo científico cada vez mais abrangente. Assim esperamos.

 

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