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Neste particular, a Psicanálise herdou da concepção romana da Justiça, pois a sua ética do bem-dizer aposta sobretudo nos poderes da palavra. Apesar das aproximações iniciais de Freud, Direito e Psicanálise andaram durante bastante tempo de costas voltadas. Afreudite proporciona aqui um novo encontro. O ponto de partida foi o que disse recentemente um especialista alemão do Direito que segue algumas teses kleinianas e as aplica, juntamente com a neurobiologia e as técnicas cognitivo-comportamentais, à explicação dos «fundamentos empíricos da culpabilidade». Uma advogada brasileira pós-graduada em Psicanálise alarga de seguida o conceito de sujeito do Direito. Depois, apresento a pesquisa que a Antena do Campo Freudiano e o Centro de Estudos de Psicanálise iniciaram em 2006 sobre a «Intersecção Direito – Psicanálise». Seguem-se artigos de psicanalistas e de juízes, com casos clínicos e exemplos da vida quotidiana. Três textos sobre a prática da letra, nomeadamente sobre O Processo de Kafka e a relação da tragédia antiga com o Direito fecham esta edição da Revista Lusófona de Psicanálise pura e Aplicada. Boa leitura
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